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domingo, 10 de junho de 2012

O que pode Portugal exportar?

O que pode Portugal exportar?:
pippa-middletonSabia que os sapatos usados por Pippa Middleton no casamento real são portugueses? E que o papel higiénico preferido de Simon Cowell também é nacional? O Financial Times pergunta o que pode Portugal produzir que o mundo queira comprar e dá a resposta através do exemplo de empresas com exportações significativas.
O volume das exportações portuguesas teve um aumento significativo no último ano, de 11,6%, acompanhado de uma diminuição de 3,3% das importações, contribuindo para equilibrar o défice da balança comercial e mostrando ao mundo o potencial da produção portuguesa.
Exemplo dessa tendência é a AutoEuropa, que aumentou as vendas para fora da Europa de 19% em 2010 para 32% só nos primeiros meses deste ano, com a China a destacar-se como mercado de destino da fábrica da Volkswagen. O mercado chinês é, aliás, um grande destinatário da produção nacional, com um volume de exportações nacionais a subir 76% em 2011.
“Uma parte significativa do nosso sucesso pode ser explicada por factores portugueses”, aponta o director executivo da AutoEuropa, António de Melo Pires. “O país investiu significativamente em educação e formação, especialmente em engenharia e produção industrial”, acrescenta. A fábrica soma 60% da sua matéria-prima de fornecedores portugueses e foi responsável por 1,4% do PIB e 4,6% das exportações, em 2011.
No reforço das exportações nacionais, pode notar-se a melhoria da qualidade da produção, que recorre mais agora a tecnologias. “Preços baixos já não são opção para Portugal, porque haverá sempre alguém que consegue produzir mais barato noutro sítio”, sublinha Luís Saramago, o director de marketing da Renova.
O papel higiénico Renova Black, aposta da empresa que conseguiu torná-lo um produto de culto, é até o preferido do ícone televisivo britânico Simon Cowell e um exemplo de inovação e diferenciação, essencial para somar quota de mercado no exterior, considera Luís Saramago.
Tendo exportado metade das suas vendas (130 milhões de euros em 2011) para mais de 60 países, a Renova consegue fazer sucesso no exterior com os lenços de papel perfumados e uma gama ecológica de produtos.
Já a refinadora de azeite e óleo Sovena – que tem o melhor desenvolvimento tecnológico a nível europeu – conseguiu 75% das suas vendas com exportações e está a tentar lançar-se em mercados como a China, a Rússia e a Índia. Jorge de Melo, administrador daquela que já é a segunda maior empresa de azeite e óleo no mundo, afirma que “foram feitos alguns progressos importantes em termos de legislação laboral, mas ainda existem factores de produção como o custo elevado da energia que tornam difícil que os produtos portugueses sejam competitivos no exterior”.
A Helsar, empresa familiar de calçado do Porto, foi a responsável pelos sapatos usados pela irmã e pela mãe de Kate Middleton no casamento real. Com uma quebra no mercado interno, a empresa aumentou as exportações de 9% da sua produção há 6 anos, para 70% actualmente, elevando a qualidade e reconhecimento do calçado português no mundo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Responsabilidade social e as empresas do futuro

Responsabilidade social e as empresas do futuro:
responsabilidade socialA responsabilidade social das empresas assenta fundamentalmente numa “equação” com três aspectos fundamentais: a responsabilidade social empresarial, a cidadania empresarial e o voluntariado empresarial.
Texto de Ana Margarida Inácio, Marta Fonte e Tiago Gouveia, alunos do IPAN com o apoio do Mestre Joaquim Caetano
Fotografia de ©IngImage.com/AIC
O director executivo para o Pacto Global das Nações Unidas (ONU), Georg Kell, afirmou recentemente que «[Com a crise] o compromisso filantrópico da Humanidade diminuiu no que se refere a doações de dinheiro. Mas o compromisso estratégico de responsabilidade corporativa aumentou, porque é visto como parte da agenda de risco. Isso é visto como parte da questão de lidar com a incerteza».
Assistimos, assim, à procura de um novo modelo de negócio por parte das empresas, que se adapte ao actual contexto socioeconómico de grande instabilidade. Estamos perante um momento histórico que exige uma profunda reflexão sobre os valores que geraram a nossa civilização. A situação actual leva-nos a ter uma maior consciência e responsabilidade social, enquanto cidadãos e empresas. Mas, afinal, o que é responsabilidade social!? Trata-se da gestão empresarial que se rege pela ética e transparência das empresas com as suas partes interessadas, definindo objectivos empresariais em que o desenvolvimento sustentável da sociedade está integrado, não descurando a preservação dos recursos ambientais e culturais, respeitando assim as gerações futuras, contribuindo igualmente para a diminuição de assimetrias socioeconómicas.
Valores que assentam na solidariedade partilhada são a base de edificação do nosso carácter e de uma sociedade com maior equidade. Uma empresa tem como objectivo gerar valor e isso implica a legítima obtenção de lucro. Mas quem cria esse lucro? Sem dúvida que a resposta passa pelo capital humano, quer ao nível interno, quer ao nível externo. A responsabilidade social das empresas assenta fundamentalmente numa “equação” com três aspectos fundamentais: a responsabilidade social empresarial, a cidadania empresarial e o voluntariado empresarial.
A responsabilidade social empresarial diz respeito às necessidades dos colaboradores da empresa, que devem ser asseguradas, tais como a formação, a assistência na saúde, entre outros aspectos relevantes. A responsabilidade social começa “dentro” da empresa. Para além do seu ordenado, os colaboradores devem ter compensações não-monetárias, que são uma mais-valia na sua qualidade de vida, funcionando igualmente como uma motivação extra no seu desempenho profissional.
A cidadania empresarial, ou seja, a gestão das relações com as partes interessadas (colaboradores, clientes, sociedade e outros), baseada na ética, transparência e respeito, é fundamental para que uma empresa possa ambicionar criar valor num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Esta passa, por exemplo, pelo estabelecimento de um compromisso com a sociedade, contribuindo para a construção e desenvolvimento desta, e de forma sustentável.
A cultura de “Pensar Global, Agir Local”, iniciada em 1992 com a “Conferência do Rio”, é já uma realidade: a colocação de trabalhadores residentes na área de implementação da empresa, o aproveitar de recursos locais, são uma forma de gestão mais responsável e sustentável, reduzindo impactos, e criando simultaneamente valor na comunidade local, reduzindo assim a exclusão social, bem como as assimetrias socioeconómicas. Em algumas zonas do nosso país podemos comprovar o papel vital que as empresas locais têm para a sustentabilidade socioeconómica da região.
A empresa deve igualmente promover uma atitude socialmente responsável nos seus colaboradores, desenvolvendo acções de voluntariado empresarial, envolvendo-se com a sociedade. Já não basta falar que existe preocupação e vontade de mudança, “arregaçar as mangas” e ir para o terreno, colocando colaboradores ao serviço da sociedade, é uma mais-valia para todos. Os colaboradores que praticam voluntariado ficarão sem dúvida com uma “nova” visão do mundo e mais “sensíveis” às necessidades da sociedade. O número de horas disponibilizadas para o voluntariado no horário laboral varia consoante a empresa. Só se deve considerar socialmente responsável a empresa que integre na sua cultura empresarial os três pilares - responsabilidade social empresarial, cidadania empresarial e voluntariado empresarial, numa lógica de continuidade e melhoria contínua. E até mesmo as exigências do consumidor são cada vez maiores no que respeita à sustentabilidade, segundo um estudo apresentado no ano passado, pela Havas Media: “Quanto mais sustentável for uma marca, quanto maior valor tiver para as pessoas, sociedade e planeta, mais significado passará a ter para os consumidores.”
Em Portugal já existem algumas empresas que têm no seu ADN a responsabilidade social, em que esta é transversal a toda a organização, havendo um compromisso com a sociedade e com os cidadãos na construção de uma sociedade mais equilibrada social, ambiental e economicamente.
Por fim, sublinhamos o facto de actualmente assistirmos a uma mudança de paradigma no ciclo de vida humano, ou seja, a população idosa está em franco crescimento e a esperança média de vida em Portugal aproxima-se dos 80 anos de idade. Vivemos mais tempo e temos mais qualidade de vida. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Lisboa e o Instituto do Envelhecimento, coordenado pela Dr.ª Luísa Lima (ISCTE-IUL), em Portugal, ao contrário dos restantes países europeus, a discriminação por idades é mais frequente contra os idosos do que contra os jovens. Desta forma impõe-se às organizações o desafio de melhor aproveitar o potencial das pessoas mais velhas como contributo útil para a sociedade e a economia.
Temos uma vasta população de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, aptas a desenvolver algo que trará mais-valias à sociedade, mas não estamos preparados para lidar com isso. A Comissão Europeia nomeou 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações. Um novo público está a emergir rapidamente - os Seniores. De que modo as empresas em Portugal e na Europa vão lidar com este novo paradigma social!? Aguardam-se respostas e iniciativas em 2012.

quinta-feira, 22 de março de 2012

“O que pode o Marketing fazer por Portugal?”

“O que pode o Marketing fazer por Portugal?”:
appmEsta será a questão que servirá de mote à Semana Nacional de Marketing, que decorrerá de 16 a 20 de Abril pela mão da APPM - Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing. Pela primeira vez, e para chegar a um maior número de associados, a semana contará com um congresso em Lisboa e outro no Porto, com um novo formato e com um Roadshow de Marketing pelas universidades e escolas do País. No evento deste ano todos os associados da APPM terão acesso livre.
A estreia de “Leaders Night” é a grande novidade ao nível da programação. Este evento contará com os principais líderes do Marketing e da Gestão, num formato de debate e de partilha de ideias, e decorrerá no Porto, a 18 de Abril, no Auditório do ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, às 18h30. Será depois replicado em Lisboa, a 19 de Abril, no Auditório da Universidade Católica, a partir das 18h30.
Ainda no dia 19, no mesmo local da capital, será realizado o “Congresso Nacional de Marketing”, onde quatro painéis de oradores apresentarão os seus case studies na área da criatividade e inovação. Um dos painéis será apresentado por estudantes, que irão responder ao briefing “A marca Portugal, um outro olhar.”
Já durante o Roadshow de Marketing, vários directores da APPM farão intervenções em diferentes escolas e universidades, do Porto ao Algarve, passando por Tomar, Leiria, Setúbal e Portalegre.
Recorde-se que a presidência da APPM foi recentemente assumida por Rui Ventura , que substitui no cargo Carlos Manuel Oliveira.
Informações sobre o programa de eventos da Semana Nacional do Marketing podem ser consultadas tanto na página de Facebook da APPM como no site da associação. Aí, poderão ser acompanhadas as novidades de oradores confirmados, bem como proceder ao registo e inscrição para os eventos integrados na Semana Nacional do Marketing.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”:

europaA crise grega está a ter um efeito de contágio que está a afectar Portugal. Segundo Gonçalo Pascoal, economista chefe no Millenium BCP, Portugal tem sido traído mais por factores externos do que propriamente falhas internas.



No entanto existem importantes aspectos a referir no que toca ao cenário em que se encontra a economia portuguesa:



- Prevê-se que a economia portuguesa contraia 3% em 2012;


- O desemprego de 13,6% é um dos maiores da zona euro;


- Espera-se que a dívida pública portuguesa atinja os 112% do PIB este ano, em comparação com os 190 da Grécia;


- Em Setembro de 2013, Portugal vai ter de pagar 9 mil milhões de euros de dívida;


- Grécia e Portugal são os únicos países da zona euro a serem classificados como “lixo” pelas três maiores agências de rating internacional;


- Portugal aproxima-se cada vez mais da bancarrota.



É sob este pano de fundo que Portugal deverá pedir um segundo resgate. Portugal luta para cumprir o plano internacional e segundo o que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse na passada terça-feira, Portugal vai cumprir com o acordo assinado em Maio “custe o que custar”.



Com as negociações entre a Grécia e os credores privados a decorrer, o mais certo é que Portugal, de acordo com o New York Times, vá querer também “um desses” nos próximos dias, disse Edward Hughes. “Portugal não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”, afirma o analista.



“Vai ser duro para Portugal, mas estamos a falar de números diferentes, e o sistema fiscal português é muito mais eficiente”, disse Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa. “A vantagem mais importante é que em Portugal existe um consenso político e social”.



Segundo o mesmo jornal, Portugal poderá enfrentar ainda uma das recessões mais graves do mundo ocidental.







A troika exagerou na austeridade?

A troika exagerou na austeridade?:

thomsen1Recessão, Desemprego e Crise Europeia são três razões para se abrandar o ritmo de austeridade. Poul Thomsen, líder da equipa da troika, já o admitiu.



“Temos de que abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental e andar muito mais depressa na implementação de reformas estruturais”, afirmou ontem o representante do FMI numa entrevista ao jornal grego Kathimerini.



A troika tem estado errada relativamente às suas previsões, tendo sido bastante optimista. Por exemplo, em relação à taxa de desemprego média para 2011, estava estimada em 12,1%, tendo ficado nos 12,5%. Para 2012 a troika prevê uma taxa média de 13,7%, mas o Banco de Portugal tem uma perspectiva mais pessimista: estima que esteja em níveis “historicamente elevados” até 2014, noticia o jornal Dinheiro Vivo. “É sempre muito difícil fazer essa estimativa. Nunca se sabe qual é a medida certa”, explica Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças.




Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal já tinha afirmado que os acordos serão cumpridos “custe o que custar”. Enquanto uns empurram para um lado e outros para o outro, João Rodrigues, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera que esta diferença nas declarações públicas é reveladora: “Quando temos um responsável do FMI e um membro de um Governo nacional com os papéis invertidos, é surreal. Diz-nos que este Governo é feito por gente ideologicamente fanatizada.”



No segundo trimestre espera-se, então, uma suavização das metas.






quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Camané pré-nomeado para Óscares

Camané pré-nomeado para Óscares: Fado que Camané canta no filme
José e Pilar

, chamado "Já Não Estar", está entre 39 candidatos às nomeações para Óscar de Melhor Canção Original.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que País este!

Que País este!:

Ricardo FlorêncioNo dia 24 de Novembro vivemos uma nova greve geral. Até se compreende que estejamos todos tristes, desconsolados, revoltados. Mas contra quem? Contra este governo? Disparate, pura demagogia! Talvez contra os últimos 10 governos. Talvez contra nós próprios, que vi­mos o País a afundar e pouco, ou mesmo nada, fizemos. Mas interessará agora tentar encon­trar os culpados? Para quê?



Interessa, sim, olharmos em frente e des­cortinarmos soluções, alternativas, caminhos. Ora, uma greve geral não aponta para lado ne­nhum, e assim não servirá a ninguém. Ou me­lhor, serve, sim, mas para demonstrar à Europa e ao Mundo, que num momento em que todos devemos trabalhar mais e melhor, fazemos greve. E assim, como querem que a Europa e o Mundo nos vejam? Diversos jornalistas estran­geiros presentes em Portugal apressaram-se a transmitir para os órgãos de comunicação so­cial dos seus países, o que por aqui se passava. Que afinal os portugueses não estão assim tão preocupados com a crise, pois, em vez de es­tarem a trabalhar, num dia de trabalho normal, estavam nos centros comerciais.



Apenas estamos a dar sinais negativos. E como diz um amigo meu, perante o que se pas­sa, “assim, não vamos lá!”.



Escrevi no editorial da edição de Setem­bro deste ano, que o Futebol é um Espectá­culo. E que deveria ser expurgado tudo o que não fosse esse espectáculo, pois só assim as empresas, os patrocinadores, grandes ali­cerces e suporte desse espectáculo poderiam continuar a apolar o futebol, pois só assim as Marcas poderão endossar os seus valores. Ora, a resposta a este repto, a este alerta, foi-nos dada num dos momentos em que mais espec­tadores, clientes, estão a olhar para um ecrã de televisão. Num derby, num jogo entre duas das principais equipas portuguesas, em que o jogo, o futebol, a paixão, os valores deveriam vir ao de cima, e transmitidos aos milhões que estão a ver, e a sentir o jogo, veio a resposta. A provocação de um incêndio numa das banca­das do estádio, destruindo uma parte consi­derável desse património.



Alguém deve tentar explicar o que se ga­nhou, o que vou ter dificuldade em entender, mas compreendo perfeitamente o que se per­deu. Do jogo, do golo, do resultado, das joga­das, dos jogadores, do ambiente, do tema que as empresas estão interessadas que se fale, pouco ou nada. Apenas do incêndio e seus de­rivados. E relembro a frase do meu amigo, “as­sim, não vamos lá!”.






domingo, 18 de dezembro de 2011

Portugueses procuram Facebook no Google (vídeo)

Portugueses procuram Facebook no Google (vídeo): Versão lusa do Google Zeitgeist 2011, que anualmente revela os termos mais pesquisados, mostra que os portugueses continuam a usar este motor para procurar sites como o Facebook, YouTube e Hotmail.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fado é considerado Património Imaterial da Humanidade

Fado é considerado Património Imaterial da Humanidade:

FadoUm símbolo cultural tão português ganhou um importante reconhecimento internacional. O anúncio foi feito em Bali durante este fim-de-semana.



O VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) decidiu que o fado é a partir de agora Património Imaterial da Humanidade.



António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, fazia parte da comitiva portuguesa a Bali, na Indonésia, e colocou o telemóvel perto do microfone, onde se pode ouvir “Estranha Forma de Vida”, de Amália Rodrigues, fazendo-se silêncio na sala. “Acho que foi a melhor forma de homenagear aqueles que têm de ser hoje homenageados. São aqueles que têm feito o fado e que são os fadistas e aquela “Estranha Forma de Vida” é uma homenagem a todos”, justificou António Costa.



Estado gastou mil milhões de euros com 14 empresas

Estado gastou mil milhões de euros com 14 empresas: O Estado gastou cerca de 1.000 milhões de euros entre 1993 e 2009 para financiar 14 empresas públicas. Metade dessa despesa foi para a Parque Expo.

Angola deve mais de mil milhões de euros a Portugal

Angola deve mais de mil milhões de euros a Portugal: A dívida de Angola a Portugal totaliza 1,04 mil milhões de euros, anunciou o ministro das Finanças angolano.

sábado, 26 de novembro de 2011

“Só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável”

“Só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável”:

A continuidade do aumento das exportações só é possível se houver uma capacidade instalada para as empresas poderem exportar, alertou hoje António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ao defender que a médio prazo só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável para a economia nacional. António Saraiva discursava na abertura da XIV Conferência da Cunha Vaz & Associados, subordinada ao tema “Portugal: Ameaça ou Oportunidade?”, a qual contou ainda com a presença de Wolfgang Münchau do Financial Times, Raphael Minder do Herald Tribune, e Raul Lores da Folha de São Paulo. Três jornalistas que trouxeram um olhar externo e mais distante sobre os pontos fracos e fortes de Portugal.



No encontro, o presidente da CIP aproveitou para voltar a chamar a atenção para o facto de algumas empresas estarem já a enfrentar «dificuldades de financiamento», o que ditará, em breve, o incumprimento de entrega de encomendas. E advogou o incremento de parcerias entre-empresas para melhor se afirmarem no exterior!



Na conferência, onde marcaram presença mais de uma centena de empresários e políticos, procurou-se analisar diferentes perspectivas de cada continente sobre o actual momento que Portugal enfrenta e as expectativas para o futuro. Wolfgang Munchau, do Financial Times, defendeu ser preciso «ter consciência do impacto do programa de austeridade e perceber quais os limites para a negociação», já que, conforme referiu, «o maior desafio passa por conseguir manter o equilíbrio entre crescimento e poupança».



Por sua vez, o correspondente para a Península Ibérica do International Herald Tribune, Raphael Minder, considerou que a maior parte das medidas agora introduzidas já deviam ter sido implementadas anteriormente, de forma a combater alguns «problemas estruturais» do País.

Raul Lores, editor de Economia e Negócios da Folha de S. Paulo, chamou a atenção para a importância de parcerias e constituição de alianças estratégicas enquanto alavanca de crescimento.



A XIV Conferência da Cunha Vaz & Associados foi encerrada por Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro-Ministro, que partilhou a visão do Governo sobre o programa de ajustamento acordado com a troika e os seus impactos em Portugal.






“Portugal não é grande. Nem é pequeno. É genial.”

“Portugal não é grande. Nem é pequeno. É genial.”:

logo-portugal-genial1Foi esta uma das premissas que deu origem à “Portugal Genial”, uma marca agregadora de produtos gourmet de origem nacional, que chega ao mercado na próxima semana, fruto de uma ideia de António Quina, fundador da empresa de experiências “a vida é bela”, de Carlos Coelho, presidente da Ivity, e de Eduardo Ferreira Gomes e Pedro Vasconcellos Silva, dois jovens empreendedores. A insígnia materializa-se em seis cabazes distintos - Cabaz do Olival, Cabaz da Vinha, Cabaz do Campo, Cabaz da Colmeia, Cabaz da Terra e Cabaz do Céu -, tendo o projecto reuniudo um conjunto de produtores portugueses, com o intuito de encontrar junto deles talento e dar-lhes “descaramento”, explica o presidente da Ivity. O arranque será marcado por propostas de vinhos e azeites, representativos das regiões do País, doces, geleias, compotas, vinagres, biscoitos, entre outros. Mas se, numa fase inicial, a oferta terá a gastronomia por protagonista, estão já a ser feitos contactos no sentido de alargá-la a produtos culturais, como música e livros, garantem os responsáveis pela marca.



“Produtos genialmente portugueses ” é a assinatura da “Portugal Genial” que “nasce da vontade de promover a produção nacional pelo mundo fora, não sem antes fazê-lo dentro de portas”, adianta a insígnia. E o projecto, salienta Carlos Coelho, não deixa de assumir um lado “sonhador”, ou não tivessem mesmo os seus produtos um “certificado de qualidade emocional”.



“Seria um desperdício ficarmos só por cá e prometemos que não o faremos. Mas é em casa que queremos começar”, reforça. De facto, ainda que numa primeira fase a marca seja comercializada em Portugal, tem definidos os objectivos de expansão internacional. Para o ano a “Portugal Genial” rumará aos mercados espanhol e brasileiro, estando na calha, também, EUA, Oriente e outros países da América do Sul.



“Portugal Genial”, criada em 2004 por Carlos Coelho, actua agora em parceria com “a vida é bela”. Nesse sentido, os cabazes da marca podem ser adquiridos em formato de voucher, numa lógica semelhante às experiências da insígnia de António Quina. Cada voucher permite uma selecção entre dois cabazes, e para adquiri-lo pode aceder-se ao site da marca, em www.portugalgenial.net, e escolher-se directamente um cabaz, ou então trocar-se um voucher previamente recebido. O cabaz pode ser depois levantado numa das cerca de 20 “Lojas Gourmet Geniais” que se associaram ao projecto e se encontram em vários distritos do País, ou enviado pelo correio.



Em termos de pontos de venda, e para além do site da marca e da referida rede de lojas parceiras, os cabazes podem também ser encontrados no quiosque da insígnia, presente no Centro Comercial Colombo.

O “Cabaz do Olival” e o “Cabaz da Vinha”, inseridos na categoria “Mercearia Autêntica”, assumem um custo de 19,90 euros. Já na categoria “Mercearia Fina”, o “Cabaz do Campo” e o “Cabaz da Colmeia” apresentam um preço de 26,90 euros, ao passo que na “Mercearia Sublime” o “Cabaz da Terra” e o “Cabaz do Céu” custam 49,90 euros cada.



O desenvolvimento da imagem da “Portugal Genial”, bem como a sua estratégia de marketing, ficaram nas mãos da Ivity. Centrando-se de momento na área alimentar, a marca abarcará em breve outros sectores, e o mesmo acontece com a produção. Actualmente os cabazes incluem produtos com rótulo do fornecedor, mas o objectivo é que estes venham a criar produtos exclusivos para a insígnia “Portugal Genial”.






domingo, 20 de novembro de 2011

Temos de consumir mais português

Temos de consumir mais português:

joao-paulo-girbalActualmente somos bombardeados por este desafio que nos chega de todos os quadrantes. Os produtores e os distribuidores afirmam-se cada um mais português do que o outro. O combate entre estes gigantes entra-nos pelas televisões a toda a hora e a argumentação por vezes roça o ridículo. Mais grave do que isso, é muitas vezes enganadora.



Mas o que significa ser mais português? Será que nos podemos referir apenas ao local onde é efectuada a última transformação ou embalagem? É a matéria-prima que tem de ser criada ou extraída em Portugal? E a energia necessária para a trabalhar e transportar? É onde se cria mais valor acrescentado, ou se pagam mais impostos directos e indirectos?



Uma coisa é certa: o consumidor, o cidadão comum, na maior parte dos casos não consegue identificar entre dois produtos da mesma categoria qual deles cria mais valor em Portugal. Temos um défice de informação (sim, mais um) e esta é a realidade nua e crua.



A situação ideal seria aquela em que os produtos ostentassem a informação concreta e validada de qual a sua contribuição para a criação de valor no nosso país. Com base nessa informação factual e auditável, o consumidor informado escolheria com a sua carteira, apenas limitado pelos seus valores e pelas suas disponibilidades financeiras.



Melhor ainda seria se se conseguisse que fosse desejável a um produtor incorporar cada vez mais conteú-do nacional nos seus produtos, fosse ele matéria-prima, mão-de-obra, energia, porque os consumidores iriam gradualmente dar preferência aos seus produtos nos pontos de venda. A própria cadeia de comercialização seria afectada da mesma forma por uma crescente procura pelos locais que, com informação factual e validável, apresentassem uma maior quantidade e variedade de produtos com alto valor criado em Portugal.



Obviamente não é essa a situação de hoje e o que vemos é uma batalha que se trava exclusivamente nos campos do marketing onde se gastam centenas de milhões para nos convencerem que os produtos que vemos nas prateleiras são mais portugueses que os dos concorrentes.



Outra questão importante e pouco clara são as marcas portuguesas versus as marcas estrangeiras. A quem deve o consumidor dar preferência: à marca portuguesa que de conteú-do nacional tem essencialmente o nome, ou a marcas estrangeiras produzidas em Portugal?



Muitas marcas portuguesas, mesmo das mais sonantes e populares, são hoje detidas por grupos estrangeiros, apesar de serem totalmente produzidas em Portugal. Noutro extremo temos marcas portuguesas que são produzidas no estrangeiro na sua quase totalidade. Por outro lado, temos marcas inconfundivelmente estrangeiras que são totalmente produzidas em Portugal.O tema é muito complexo e o pior que se pode fazer é continuarmos a deixar que sejam apenas os publicitários a tentar fazer algum nexo dele.



Mas houve já sectores que resolveram questões de informação ao consumidor com resultados muito satisfatórios. Um excelente exemplo é a etiqueta energética que é obrigatoriamente colocada nos aparelhos em local visível no ponto de venda. Ela permite comparar fácil e rapidamente em termos de eficiência energética os electrodomésticos e o consumidor pode fazer uma compra informada.



Existem regras muito claras para as etiquetas cuja responsabilidade é dos fabricantes. Para garantir que estão a ser bem aplicadas e que o consumidor não está a ser induzido em erro cabe à IGAE (Inspecção-Geral das Actividades Económicas) fiscalizar e verificar a conformidade da aplicação das regras.



O objectivo último é informar o consumidor e, em combinação com estratégias de comunicação, influenciar direcções de consumo que sejam em benefício da sociedade; mas em última análise a escolha é do consumidor no acto de compra. Então, por que não aplicar algo semelhante no sector dos bens de grande consumo, alimentar e outros? Temos aqui uma oportu­nidade urgente para agir, informando o consumidor para que este possa “votar” com a sua carteira.