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terça-feira, 2 de julho de 2013
Demissão de Vitor Gaspar visto pela imprensa estrangeira
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Dívida portuguesa gera o maior retorno
Entre 1 de Janeiro e 28 de Dezembro de 2012, a dívida portuguesa teve o melhor desempenho na Europa, segundo um ranking apresentado pela Bloomberg, realizado em conjunto com a European Federation of Financial Analysts Societies.
Em segundo lugar surge a Irlanda, que garantiu um retorno aos investidores de 29%, o melhor registado pelo país desde 1993. Segue-se Itália, com um desempenho calculado em 21%.
«Portugal, Irlanda e Itália tiveram um excelente resultado», defendeu o director de estratégia do Deutsche Bank em Londres, Mohit Kumar, citado pela Bloomberg. «O suporte principal para o mercado veio do BCE [Banco Central Europeu], que removeu o risco de uma onda agressiva de vendas nos mercados e de uma ruptura na Zona Euro», esclareceu o responsável.
O BCE encetou uma estratégia de aquisição de obrigações do Tesouro das nações endividadas para assegurar uma redução dos juros.
A análise, levada a cabo pela Bloomberg desde 1999, revela que 2012 foi o melhor ano para a dívida europeia, assegurando um retorno anual de 12%.
domingo, 11 de novembro de 2012
Ich Bin Ein Berliner
O vídeo proposto por Marcelo Rebelo de Sousa, num comentário da TVI, sobre Portugal e cuja exibição foi recusada pelas autoridades alemãs foi divulgado esta tarde no YouTube.
As autoridades alemãs recusaram , por razões políticas , a divulgação na Alemanha. A ideia do filme era mostrar ao povo alemão de que forma as medidas da troika estão a afetar a vida dos portugueses.
A equipa que realizou este filme apresentou um protesto formal ao embaixador alemão em Lisboa e não vai desistir de divulgar o filme na Alemanha.
O filme deveria ser exibido nas ruas de Berlim, mas as autoridades alemãs recusaram a exibição por razões políticas.
O filme de Marcelo contou com a colaboração do blogger dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Trabalhadores do privado perdem mais de um salário líquido. Faça as suas contas - Download de simulador
Trabalhadores do privado vão perder mais de um salário com as novas medidas apresentadas pelo Governo. Faça o Download da aplicação e simule quanto vai perder de retribuição e quanto vai descontar em 2013.
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sábado, 9 de junho de 2012
HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES
domingo, 5 de fevereiro de 2012
New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”
A crise grega está a ter um efeito de contágio que está a afectar Portugal. Segundo Gonçalo Pascoal, economista chefe no Millenium BCP, Portugal tem sido traído mais por factores externos do que propriamente falhas internas.
No entanto existem importantes aspectos a referir no que toca ao cenário em que se encontra a economia portuguesa:
- Prevê-se que a economia portuguesa contraia 3% em 2012;
- O desemprego de 13,6% é um dos maiores da zona euro;
- Espera-se que a dívida pública portuguesa atinja os 112% do PIB este ano, em comparação com os 190 da Grécia;
- Em Setembro de 2013, Portugal vai ter de pagar 9 mil milhões de euros de dívida;
- Grécia e Portugal são os únicos países da zona euro a serem classificados como “lixo” pelas três maiores agências de rating internacional;
- Portugal aproxima-se cada vez mais da bancarrota.
É sob este pano de fundo que Portugal deverá pedir um segundo resgate. Portugal luta para cumprir o plano internacional e segundo o que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse na passada terça-feira, Portugal vai cumprir com o acordo assinado em Maio “custe o que custar”.
Com as negociações entre a Grécia e os credores privados a decorrer, o mais certo é que Portugal, de acordo com o New York Times, vá querer também “um desses” nos próximos dias, disse Edward Hughes. “Portugal não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”, afirma o analista.
“Vai ser duro para Portugal, mas estamos a falar de números diferentes, e o sistema fiscal português é muito mais eficiente”, disse Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa. “A vantagem mais importante é que em Portugal existe um consenso político e social”.
Segundo o mesmo jornal, Portugal poderá enfrentar ainda uma das recessões mais graves do mundo ocidental.
A troika exagerou na austeridade?
Recessão, Desemprego e Crise Europeia são três razões para se abrandar o ritmo de austeridade. Poul Thomsen, líder da equipa da troika, já o admitiu.
“Temos de que abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental e andar muito mais depressa na implementação de reformas estruturais”, afirmou ontem o representante do FMI numa entrevista ao jornal grego Kathimerini.
A troika tem estado errada relativamente às suas previsões, tendo sido bastante optimista. Por exemplo, em relação à taxa de desemprego média para 2011, estava estimada em 12,1%, tendo ficado nos 12,5%. Para 2012 a troika prevê uma taxa média de 13,7%, mas o Banco de Portugal tem uma perspectiva mais pessimista: estima que esteja em níveis “historicamente elevados” até 2014, noticia o jornal Dinheiro Vivo. “É sempre muito difícil fazer essa estimativa. Nunca se sabe qual é a medida certa”, explica Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças.
Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal já tinha afirmado que os acordos serão cumpridos “custe o que custar”. Enquanto uns empurram para um lado e outros para o outro, João Rodrigues, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera que esta diferença nas declarações públicas é reveladora: “Quando temos um responsável do FMI e um membro de um Governo nacional com os papéis invertidos, é surreal. Diz-nos que este Governo é feito por gente ideologicamente fanatizada.”
No segundo trimestre espera-se, então, uma suavização das metas.