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terça-feira, 2 de julho de 2013

Demissão de Vitor Gaspar visto pela imprensa estrangeira

Os principais jornais internacionais destacam a inesperada demissão de Vítor Gaspar, o rosto da troika e da austeridade, que deixou como marca de governação a maior subida de impostos de que Portugal tem memória. Leia mais em http://expresso.sapo.pt/a-demissao-de-gaspar-vista-pela-imprensa-estrangeira=f817575 Conhece a aplicação Expresso.pt Android? Pode fazer o download desta e de outras aplicações em http://mobile.sapo.pt/smartphones .

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dívida portuguesa gera o maior retorno

Dívida portuguesa gera o maior retorno:
divida-portuguesa-com-maior-retorno-market-jpg1Os investidores que apostaram nas obrigações do Tesouro português em 2012 foram recompensados. Os títulos nacionais registaram, no final do ano, um retorno de 57%, o melhor no cenário europeu.
Entre 1 de Janeiro e 28 de Dezembro de 2012, a dívida portuguesa teve o melhor desempenho na Europa, segundo um ranking apresentado pela Bloomberg, realizado em conjunto com a European Federation of Financial Analysts Societies.
Em segundo lugar surge a Irlanda, que garantiu um retorno aos investidores de 29%, o melhor registado pelo país desde 1993. Segue-se Itália, com um desempenho calculado em 21%.
«Portugal, Irlanda e Itália tiveram um excelente resultado», defendeu o director de estratégia do Deutsche Bank em Londres, Mohit Kumar, citado pela Bloomberg. «O suporte principal para o mercado veio do BCE [Banco Central Europeu], que removeu o risco de uma onda agressiva de vendas nos mercados e de uma ruptura na Zona Euro», esclareceu o responsável.
O BCE encetou uma estratégia de aquisição de obrigações do Tesouro das nações endividadas para assegurar uma redução dos juros.
A análise, levada a cabo pela Bloomberg desde 1999, revela que 2012 foi o melhor ano para a dívida europeia, assegurando um retorno anual de 12%.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ich Bin Ein Berliner


O vídeo proposto por Marcelo Rebelo de Sousa, num comentário da TVI, sobre Portugal e cuja exibição foi recusada pelas autoridades alemãs foi divulgado esta tarde no YouTube. 

As autoridades alemãs recusaram , por razões políticas , a divulgação na Alemanha. A ideia do filme era mostrar ao povo alemão de que forma as medidas da troika estão a afetar a vida dos portugueses.

A equipa que realizou este filme apresentou um protesto formal ao embaixador alemão em Lisboa e não vai desistir de divulgar o filme na Alemanha.

O filme deveria ser exibido nas ruas de Berlim, mas as autoridades alemãs recusaram a exibição por razões políticas.

O filme de Marcelo contou com a colaboração do blogger dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus.

The Exchange: Greg Smith on Leaving Goldman Sachs

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Trabalhadores do privado perdem mais de um salário líquido. Faça as suas contas - Download de simulador


Trabalhadores do privado vão perder mais de um salário com as novas medidas apresentadas pelo Governo. Faça o Download da aplicação e simule quanto vai perder de retribuição e quanto vai descontar em 2013.

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sábado, 9 de junho de 2012

HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES


HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES 

Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.

Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.

Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta.

Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente.

Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.

Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos. O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?
Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.

Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!

Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem?

E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz. Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever...

Miguel Sousa Tavares
«Expresso», 2 de Junho de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”:

europaA crise grega está a ter um efeito de contágio que está a afectar Portugal. Segundo Gonçalo Pascoal, economista chefe no Millenium BCP, Portugal tem sido traído mais por factores externos do que propriamente falhas internas.



No entanto existem importantes aspectos a referir no que toca ao cenário em que se encontra a economia portuguesa:



- Prevê-se que a economia portuguesa contraia 3% em 2012;


- O desemprego de 13,6% é um dos maiores da zona euro;


- Espera-se que a dívida pública portuguesa atinja os 112% do PIB este ano, em comparação com os 190 da Grécia;


- Em Setembro de 2013, Portugal vai ter de pagar 9 mil milhões de euros de dívida;


- Grécia e Portugal são os únicos países da zona euro a serem classificados como “lixo” pelas três maiores agências de rating internacional;


- Portugal aproxima-se cada vez mais da bancarrota.



É sob este pano de fundo que Portugal deverá pedir um segundo resgate. Portugal luta para cumprir o plano internacional e segundo o que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse na passada terça-feira, Portugal vai cumprir com o acordo assinado em Maio “custe o que custar”.



Com as negociações entre a Grécia e os credores privados a decorrer, o mais certo é que Portugal, de acordo com o New York Times, vá querer também “um desses” nos próximos dias, disse Edward Hughes. “Portugal não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”, afirma o analista.



“Vai ser duro para Portugal, mas estamos a falar de números diferentes, e o sistema fiscal português é muito mais eficiente”, disse Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa. “A vantagem mais importante é que em Portugal existe um consenso político e social”.



Segundo o mesmo jornal, Portugal poderá enfrentar ainda uma das recessões mais graves do mundo ocidental.







A troika exagerou na austeridade?

A troika exagerou na austeridade?:

thomsen1Recessão, Desemprego e Crise Europeia são três razões para se abrandar o ritmo de austeridade. Poul Thomsen, líder da equipa da troika, já o admitiu.



“Temos de que abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental e andar muito mais depressa na implementação de reformas estruturais”, afirmou ontem o representante do FMI numa entrevista ao jornal grego Kathimerini.



A troika tem estado errada relativamente às suas previsões, tendo sido bastante optimista. Por exemplo, em relação à taxa de desemprego média para 2011, estava estimada em 12,1%, tendo ficado nos 12,5%. Para 2012 a troika prevê uma taxa média de 13,7%, mas o Banco de Portugal tem uma perspectiva mais pessimista: estima que esteja em níveis “historicamente elevados” até 2014, noticia o jornal Dinheiro Vivo. “É sempre muito difícil fazer essa estimativa. Nunca se sabe qual é a medida certa”, explica Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças.




Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal já tinha afirmado que os acordos serão cumpridos “custe o que custar”. Enquanto uns empurram para um lado e outros para o outro, João Rodrigues, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera que esta diferença nas declarações públicas é reveladora: “Quando temos um responsável do FMI e um membro de um Governo nacional com os papéis invertidos, é surreal. Diz-nos que este Governo é feito por gente ideologicamente fanatizada.”



No segundo trimestre espera-se, então, uma suavização das metas.






segunda-feira, 28 de novembro de 2011