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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Richard Branson: austeridade vai tornar UE mais forte que EUA

Richard Branson: austeridade vai tornar UE mais forte que EUA:
richardbranson1O fundador da Virgin considera que a austeridade aplicada na Europa vai tornar a economia do continente vai forte do que a americana, uma das razões para que o Reino Unido não abandone a União Europeia.
Escrevendo sobre a possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE), Richard Branson avisa que o «violento remédio que países como a Irlanda, Espanha e Portugal deram a si próprios vai fazer com que a Europa fique em muito melhor forma do que os Estados Unidos dentro de alguns anos».
Esta é uma das razões pelas quais o Reino Unido deve manter-se na UE, conclui o magnata da Virgin num comentário publicado no blogue do grupo. «Uma saída seria muito negativa para as empresas e para a economia britânica», aponta, até porque os Estados-membro são o principal parceiro comercial do país.
O Reino Unido deve continuar a integrar a UE, para ajudar a união a concretizar novas parcerias com os mercados emergentes, beneficiando também dessas parcerias. «Estas poderosas economias querem negociar com um mercado de 500 milhões de pessoas e não apenas com os 60 milhões de britânicos», explica.
Richard Branson acrescenta que o Reino Unido não pode tornar-se um país periférico em relação à UE. «Isso iria danificar as perspectivas a longo prazo das empresas britânicas e também a capacidade da nação de atrair novas empresas internacionais para se instalarem e empregarem pessoas».
«Não é tempo de recuar nem de colocar barreiras de proteccionismo», considera o empresário, salientando a oportunidade para o Reino Unido de, com a Alemanha, assumir um papel central na reestruturação da Europa.

A mensagem do dono do grupo Virgin, que inclui mais de 400 empresas, surge numa altura em que se espera a divulgação do calendário para a realização de um referendo sobre a participação britânica na comunidade europeia. Em Dezembro, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, assumiu a possibilidade da saída do Reino Unido referindo que não é uma opção que apoie.

domingo, 11 de novembro de 2012

Ich Bin Ein Berliner


O vídeo proposto por Marcelo Rebelo de Sousa, num comentário da TVI, sobre Portugal e cuja exibição foi recusada pelas autoridades alemãs foi divulgado esta tarde no YouTube. 

As autoridades alemãs recusaram , por razões políticas , a divulgação na Alemanha. A ideia do filme era mostrar ao povo alemão de que forma as medidas da troika estão a afetar a vida dos portugueses.

A equipa que realizou este filme apresentou um protesto formal ao embaixador alemão em Lisboa e não vai desistir de divulgar o filme na Alemanha.

O filme deveria ser exibido nas ruas de Berlim, mas as autoridades alemãs recusaram a exibição por razões políticas.

O filme de Marcelo contou com a colaboração do blogger dirigente do PSD, Rodrigo Moita de Deus.

Os segredos da Goldman Sachs

The Exchange: Greg Smith on Leaving Goldman Sachs

sábado, 3 de novembro de 2012

Um grande senhor e comentador da economia portuguesa, José Gomes Ferreira, aconselha a leitura do memorando da Troika a todos os portugueses. Segue link para visualização do documento:

>>>>>> MEMORANDO DA TROIKA <<<<<<


sábado, 9 de junho de 2012

HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES


HÁ ALGUNS INCOMPETENTES, MAS POUCOS INOCENTES 

Como caixa de ressonância daqueles que de quem é porta-voz (tendo há muito deixado de ter voz própria), o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso, veio alinhar-se com os conselhos da troika sobre Portugal: não há outro caminho que não o de seguir a “solução” da austeridade e acelerar as “reformas estruturais” — descer os custos salariais, liberalizar mais ainda os despedimentos e diminuir o alcance do subsídio de desemprego.

Que o trio formado pelo careca, o etíope e o alemão ignorem que em Portugal se está a oferecer 650 euros de ordenado a um engenheiro electrotécnico falando três línguas estrangeiras ou 580 euros a um dentista em horário completo, é mais ou menos compreensível para quem os portugueses são uma abstracção matemática. Mas que um português, colocado nos altos círculos europeus e instalado nos seus hábitos, também ache que um dos nossos problemas principais são os ordenados elevados, já não é admissível. Lembremo-nos disto quando ele por aí vier candidatar-se a Presidente da República.

Durão Barroso é uma espécie de cata-vento da impotência e incompetência dos dirigentes europeus. Todas as semanas ele cheira o vento e vira-se para o lado de onde ele sopra: se os srs. Monti, Draghi, Van Rompuy se mostram vagamente preocupados com o crescimento e o emprego, lá, no alto do edifício europeu, o cata-vento aponta a direcção; se, porém, na semana seguinte, os mesmos senhores mais a srª Merkel repetem que não há vida sem austeridade, recessão e desemprego, o cata-vento vira 180 graus e passa a indicar a direcção oposta.

Quando um dia se fizer a triste história destes anos de suicídio europeu, haveremos de perguntar como é que a Europa foi governada e destruída por um clube fechado de irresponsáveis, sem uma direcção, uma ideia, um projecto lógico. Como é que se começou por brincar ao directório castigador para com a Grécia para acabar a fazer implodir tudo em volta. Como é que se conseguiu levar a Lei de Murphy até ao absoluto, fazendo com que tudo o que podia correr mal tivesse corrido mal: o contágio do subprime americano na banca europeia, que era afirmadamente inviável e que estoirou com a Islândia e a Irlanda e colocou a Inglaterra de joelhos; a falência final da Grécia, submetida a um castigo tão exemplar e tão inteligente que só lhe restou a alternativa de negociar com as máfias russas e as Three Gorges chinesas; como é que a tão longamente prevista explosão da bolha imobiliária espanhola acabou por rebentar na cara dos que juravam que a Espanha aguentaria isso e muito mais; como é que as agências de notação, os mercados e a Goldman Sachs puderam livremente atacar a dívida soberana de todos os Estados europeus, excepto a Alemanha, numa estratégia concertada de cerco ao euro, que finalmente tornou toda a Europa insolvente.

Ou como é que um pequeno país, como Portugal, experimentou uma receita jamais vista — a de tentar salvar as finanças públicas através da ruína da economia — e que, oh, espanto, produziu o resultado mais provável: arruinou uma coisa e outra. E como é que, no final de tudo isto, as periferias implodiram e só o centro — isto é, a Alemanha e seus satélites — se viu coberto de mercadorias que os seus parceiros europeus não tinham como comprar e atulhado em triliões de euros depositados pelos pobres e desesperados e que lhes puderam servir para comprar tudo, desde as ilhas gregas à água que os portugueses bebiam.

Deixemos os grandes senhores da Europa entregues à sua irrecuperável estupidez e detenhamo-nos sobre o nosso pequeno e infeliz exemplo, que nos serve para perceber que nada aconteceu por acaso, mas sim porque umas vezes a incompetência foi demasiada e outras a inocência foi de menos. O que podemos nós pensar quando o ex-ministro Teixeira dos Santos ainda consegue jurar que havia um risco sistémico de contágio se não se nacionalizasse aquele covil de bandidos do BPN? Será que todo o restante sistema bancário também assentava na fraude, na evasão fiscal, nos negócios inconfessáveis para amigos, nos bancos-fantasmas em Cabo Verde para esconder dinheiro e toda a restante série de traficâncias que de há muito — de há muito! — se sabia existirem no BPN? E como, com que fundamento, com que ciência, pode continuar a sustentar que a alternativa de encerrar, pura e simplesmente, aquele vão de escada “faria recuar a economia 4%”? Ou que era previsível que a conta da nacionalização para os contribuintes não fosse além dos 700 milhões de euros?
O que poderemos nós pensar quando descobrimos que à despesa declarada e à dívida ocultada pelo dr. Jardim ainda há a somar as facturas escondidas debaixo do tapete, emitidas pelos empreiteiros amigos da “autonomia” e a quem ele prometia conseguir pagar, assim que os ventos de Lisboa lhe soprassem mais favoravelmente?
O que poderemos nós pensar quando, depois de tantos anos a exigir o fim das SCUT, descobrimos que, afinal, o fim das auto-estradas sem portagens ainda iria conseguir sair mais caro ao Estado? Como poderíamos adivinhar que havia uns contratos secretos, escondidos do Tribunal de Contas, em que o Estado garantia aos concessionários das PPP que ganhariam sempre X sem portagens e X+Y com portagens?
Mas como poderíamos adivinhá-lo se nos dizem sempre que o Estado tem de recorrer aos serviços de escritórios privados de advocacia (sempre os mesmos), porque, entre os milhares de juristas dos quadros públicos, não há uma meia dúzia que consiga redigir um contrato em que o Estado não seja sempre comido por parvo?
A troika quer reformas estruturais? Ora, imponha ao Governo que faça uma lei retroactiva — sim, retroactiva — que declare a nulidade e renegociação de todos os contratos celebrados pelo Estado com privados em que seja manifesto e reconhecido pelo Tribunal de Contas que só o Estado assumiu riscos, encaixou prejuízos sem correspondência com o negócio e fez figura de anjinho. A Constituição não deixa? Ok, estabeleça-se um imposto extraordinário de 99,9% sobre os lucros excessivos dos contratos de PPP ou outros celebrados com o Estado. Eu conheço vários.

Quer outra reforma, não sei se estrutural ou conjuntural, mas, pelo menos, moral? Obrigue os bancos a aplicarem todo o dinheiro que vão buscar ao BCE a 1% de juros no financiamento da economia e das empresas viáveis e não em autocapitalização, para taparem os buracos dos negócios de favor e de influência que andaram a financiar aos grupos amigos.
Mais uma? Escrevam uma lei que estabeleça que todas as empresas de construção civil, que estão paradas por falta de obras e a despedir às dezenas de milhares, se possam dedicar à recuperação e remodelação do património urbano, público ou privado, pagando 0% de IRC nessas obras. Bruxelas não deixa? Deixa a Holanda ter um IRC que atrai para lá a sede das nossas empresas do PSI-20, mas não nos deixa baixar parte dos impostos às nossas empresas, numa situação de emergência? OK, Bruxelas que mande então fechar as empresas e despedir os trabalhadores. Cumpra-se a lei!

Outra? Proíbam as privatizações feitas segundo o modelo em moda, que consiste em privatizar a parte das empresas que dá lucro e deixar as “imparidades” a cargo do Estado: quem quiser comprar leva tudo ou não leva nada. E, já agora, que a operação financeira seja obrigatoriamente conduzida pela Caixa Geral de Depósitos (não é para isso que temos um banco público, por enquanto?). O quê, a Caixa não tem vocação ou aptidão para isso? Não me digam! Então, os administradores são pagos como privados, fazem negócios com os grandes grupos privados, até compram acções dos bancos privados e não são capazes de fazer o que os privados fazem?

E, quanto à engenharia jurídica, atenta a reiterada falta de vocação e de aptidão dos serviços contratados em outsourcing para defenderem os interesses do cliente Estado, a troika que nos mande uma equipa de juristas para ensinar como se faz. Tenho muitas mais ideias, algumas tão ingénuas como estas, mas nenhumas tão prejudiciais como aquelas com que nos têm governado. A próxima vez que o careca, o etíope e o alemão cá vierem, estou disponível para tomar um cafezinho com eles no Ritz. Pago eu, porque não tenho dinheiro para os juros que eles cobram se lhes ficar a dever...

Miguel Sousa Tavares
«Expresso», 2 de Junho de 2012

Portugueses são os mais "complacentes" com a austeridade

Portugueses são os mais "complacentes" com a austeridade:
Portugueses são os mais
A população portuguesa é a mais "complacente" entre os países da "zona de austeridade" na Europa, escreve o New York Times.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

G7 ajudará a resolver a crise europeia

G7 ajudará a resolver a crise europeia:
jun_azumiOs países do G7 discutiram ontem, em reunião de emergência por videoconferência, os problemas da Zona Euro e afirmam-se disponíveis para contribuir para a sua resolução.

Em cima da mesa estiveram “os avanços em direcção à união fiscal e financeira na Europa”, segundo o Tesouro dos Estados Unidos da América. O ministro das finanças japonês, Jun Azumi, negou ter sido discutida a possibilidade de a Grécia deixar o Euro.
A reunião foi precipitada pelo agravamento da situação da banca espanhola, mas a Comissão Europeia considerou a sua convocatória “exagerada” para tratar da crise da Zona Euro.

Citado pela Reuters, um alto funcionário de um dos membros do G7 terá afirmado que a Alemanha foi criticada e pressionada a implementar mais medidas de estímulo e crescimento aos países da aliança europeia.
Angela Merkel continua a opor-se à emissão das obrigações comuns, mas acedeu à proposta de criação de uma união bancária europeia, na qual os maiores bancos nacionais estariam sob supervisão directa de uma entidade geral.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os 13 passos obrigatórios para um país abandonar o euro

Os 13 passos obrigatórios para um país abandonar o euro:

EurosNuma altura em que a Grécia vê ameaçada a sua permanência na zona euro, Jonathan Tepper, editor chefe da Variant Perception, listou as medidas que um Estado será obrigado a tomar dias antes de abandonar o euro. Segundo o jornal Dinheiro Vivo, são as seguintes:




1. Organizar uma sessão parlamentar especial a um sábado, com o objectivo de aprovar legislação que inclua todos os detalhes da saída do euro. Entre os principais elementos que terão de ficar definidos está a introdução de uma nova moeda, o processo de saída de circulação da divisa anterior, bem como a criação de mecanismos de controlo de capital e a transferência da dívida existente para uma nova moeda. No caso de Portugal, a previsível desvalorização significativa da futura moeda, implicaria um aumento considerável do montante de dívida pública, que actualmente está em euros.



2. Criar uma nova moeda que, em princípio, significaria um regresso à divisa pré-euro. Para Portugal, o escudo. Todo o capital que esteja dentro das fronteiras nacionais passará a estar sob essa nova denominação. Dívida ou depósitos detidos por cidadãos nacionais, mas fora do país, não sofrerão qualquer tipo de alteração.



3. Voltar a colocar o banco central nacional (no nosso caso, o Banco de Portugal) à frente de toda a política monetária, sistema de pagamentos, gestão de reservas, etc. Tepper recomenda que o banco central não financie passivos orçamentais para manter taxas de juro e inflação baixas, embora refira que este último ponto não é essencial para a saída.



4. Impedir transferências de capital durante o fim-de-semana. Criar um mecanismo de controlo de capital para impedir uma fuga maciça de capitais para o exterior.



5. Declarar um ou dois feriados obrigatórios para os bancos, permitindo-lhes que façam as alterações necessárias na sua atividade.



6. Iniciar um processo gigantesco para marcar com tinta ou colar selos em notas de euro já existentes. Deverão ser criados balcões de troca de divisas por todo o país. As notas de euro passariam a ter o mesmo valor que a nova moeda.



7. Imprimir novas notas o mais rápido possível. Assim que existam notas suficientes para começar a circular, deve iniciar-se o processo de substituição das notas marcadas anteriormente.



8. Permitir que a moeda seja comercializada livremente nos mercados internacionais, deixando-a sujeita a flutuações. No caso do escudo, isso iria provocar uma desvalorização significativa do valor da divisa.



9. Criar mecanismos mais céleres de gestão de falências e dar mais recursos aos tribunais responsáveis por estes processos. Prevendo-se que os pedidos de falência disparem, será importante torná-los os mais ágeis possíveis.



10. Iniciar negociações para uma reestruturação da dívida, possivelmente intermediadas pelo FMI.



11. Notificar o Banco Central Europeu (BCE) e trabalhar em conjunto com a instituição liderada por Mario Draghi, de forma a criar mecanismos de segurança que actuem sobre os problemas que deverão emergir no sistema financeiro e no mercado interbancário.




12. Negociar com o BCE a avaliação dos actuais activos e passivos.



13. Por último, Tepper recomenda reformas no mercado laboral que rompam com o alinhamento dos aumentos salariais à inflação. Nos meses seguintes a uma saída do euro, a inflação deverá disparar. O seu controlo deve ser efectuado por meio de reformas estruturais de longo prazo.














Maioria dos portugueses acredita no programa da Troika

Maioria dos portugueses acredita no programa da Troika:

eurosondagem-barometroDe acordo com o estudo feito pela Eurosondagem para o Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, a maioria dos portugueses acredita que o programa da Troika vai tirar Portugal da crise.



Segundo o mesmo estudo, a maioria dos portugueses defende limites constitucionais ao endividamento, mas preferia pronunciar-se num referendo sobre o assunto.



Outros dados de assinalar sobre o estudo são os seguintes:



- 66,8% dos inquiridos defendem a participação de Portugal no Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária;



- 15,7% estão contra a participação de Portugal no mecanismo, mas uma maioria de 53,3% defende que a participação portuguesa devia ser legitimada em referendo;



- 41,6% afirmaram que responderiam de forma positiva ao referendo, enquanto que 21,4% votaria contra sendo que a abstenção se situaria nos 18,9%;



- 47,4% concordam também com a inscrição de limites ao endividamento e ao défice na Constituição portuguesa enquanto 34,7% está contra e 17,9% ou não sabe ou não responde.



Segundo o Jornal de Negócios, este estudo de opinião foi feito a 9 e 10 de Fevereiro, através de 1021 entrevistas telefónicas a pessoas com mais de 18 anos, residentes em Portugal Continental e com lares com telefone fixo.









terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”

New York Times: “Portugal já não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”:

europaA crise grega está a ter um efeito de contágio que está a afectar Portugal. Segundo Gonçalo Pascoal, economista chefe no Millenium BCP, Portugal tem sido traído mais por factores externos do que propriamente falhas internas.



No entanto existem importantes aspectos a referir no que toca ao cenário em que se encontra a economia portuguesa:



- Prevê-se que a economia portuguesa contraia 3% em 2012;


- O desemprego de 13,6% é um dos maiores da zona euro;


- Espera-se que a dívida pública portuguesa atinja os 112% do PIB este ano, em comparação com os 190 da Grécia;


- Em Setembro de 2013, Portugal vai ter de pagar 9 mil milhões de euros de dívida;


- Grécia e Portugal são os únicos países da zona euro a serem classificados como “lixo” pelas três maiores agências de rating internacional;


- Portugal aproxima-se cada vez mais da bancarrota.



É sob este pano de fundo que Portugal deverá pedir um segundo resgate. Portugal luta para cumprir o plano internacional e segundo o que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse na passada terça-feira, Portugal vai cumprir com o acordo assinado em Maio “custe o que custar”.



Com as negociações entre a Grécia e os credores privados a decorrer, o mais certo é que Portugal, de acordo com o New York Times, vá querer também “um desses” nos próximos dias, disse Edward Hughes. “Portugal não tem nada a perder, excepto o peso da dívida”, afirma o analista.



“Vai ser duro para Portugal, mas estamos a falar de números diferentes, e o sistema fiscal português é muito mais eficiente”, disse Albert Jaeger, chefe da delegação do FMI em Lisboa. “A vantagem mais importante é que em Portugal existe um consenso político e social”.



Segundo o mesmo jornal, Portugal poderá enfrentar ainda uma das recessões mais graves do mundo ocidental.







A troika exagerou na austeridade?

A troika exagerou na austeridade?:

thomsen1Recessão, Desemprego e Crise Europeia são três razões para se abrandar o ritmo de austeridade. Poul Thomsen, líder da equipa da troika, já o admitiu.



“Temos de que abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental e andar muito mais depressa na implementação de reformas estruturais”, afirmou ontem o representante do FMI numa entrevista ao jornal grego Kathimerini.



A troika tem estado errada relativamente às suas previsões, tendo sido bastante optimista. Por exemplo, em relação à taxa de desemprego média para 2011, estava estimada em 12,1%, tendo ficado nos 12,5%. Para 2012 a troika prevê uma taxa média de 13,7%, mas o Banco de Portugal tem uma perspectiva mais pessimista: estima que esteja em níveis “historicamente elevados” até 2014, noticia o jornal Dinheiro Vivo. “É sempre muito difícil fazer essa estimativa. Nunca se sabe qual é a medida certa”, explica Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças.




Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal já tinha afirmado que os acordos serão cumpridos “custe o que custar”. Enquanto uns empurram para um lado e outros para o outro, João Rodrigues, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, considera que esta diferença nas declarações públicas é reveladora: “Quando temos um responsável do FMI e um membro de um Governo nacional com os papéis invertidos, é surreal. Diz-nos que este Governo é feito por gente ideologicamente fanatizada.”



No segundo trimestre espera-se, então, uma suavização das metas.






quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O que trouxe de novo a Cimeira Europeia?

O que trouxe de novo a Cimeira Europeia?:

cimeiraSaiba o que foi acordado na Cimeira Europeia que se realizou hoje, de acordo com o site Dinheiro Vivo:



1. O Tribunal Europeu de Justiça terá poderes para impor sanções a países que apresentem défices excessivos. Estas multas podem ir até 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB);



2. Os governos terão que manter os défices orçamentais num máximo de 0,5% e promoverem uma redução da dívida pública para um tecto de 60% do PIB;



3. Para promover o crescimento económico na Europa, foi decido alocar fundos europeus não utilizados, e que rondam os 82 mil milhões de euros, para programas de criação de empregos. Como é um dos oito países mais afectado pelo desemprego, Portugal será ajudado com parte dessa quantia.



4. O reforço da mobilidade laboral é outro dos pontos do programa de promoção do emprego, designadamente com novas regras para o reconhecimento de qualificações profissionais e o recurso ao Fundo Social Europeu para a criação de novos projectos de estágio e empreendedorismo.



A próxima Cimeira Europeia realiza-se a 1 de Março.






segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que País este!

Que País este!:

Ricardo FlorêncioNo dia 24 de Novembro vivemos uma nova greve geral. Até se compreende que estejamos todos tristes, desconsolados, revoltados. Mas contra quem? Contra este governo? Disparate, pura demagogia! Talvez contra os últimos 10 governos. Talvez contra nós próprios, que vi­mos o País a afundar e pouco, ou mesmo nada, fizemos. Mas interessará agora tentar encon­trar os culpados? Para quê?



Interessa, sim, olharmos em frente e des­cortinarmos soluções, alternativas, caminhos. Ora, uma greve geral não aponta para lado ne­nhum, e assim não servirá a ninguém. Ou me­lhor, serve, sim, mas para demonstrar à Europa e ao Mundo, que num momento em que todos devemos trabalhar mais e melhor, fazemos greve. E assim, como querem que a Europa e o Mundo nos vejam? Diversos jornalistas estran­geiros presentes em Portugal apressaram-se a transmitir para os órgãos de comunicação so­cial dos seus países, o que por aqui se passava. Que afinal os portugueses não estão assim tão preocupados com a crise, pois, em vez de es­tarem a trabalhar, num dia de trabalho normal, estavam nos centros comerciais.



Apenas estamos a dar sinais negativos. E como diz um amigo meu, perante o que se pas­sa, “assim, não vamos lá!”.



Escrevi no editorial da edição de Setem­bro deste ano, que o Futebol é um Espectá­culo. E que deveria ser expurgado tudo o que não fosse esse espectáculo, pois só assim as empresas, os patrocinadores, grandes ali­cerces e suporte desse espectáculo poderiam continuar a apolar o futebol, pois só assim as Marcas poderão endossar os seus valores. Ora, a resposta a este repto, a este alerta, foi-nos dada num dos momentos em que mais espec­tadores, clientes, estão a olhar para um ecrã de televisão. Num derby, num jogo entre duas das principais equipas portuguesas, em que o jogo, o futebol, a paixão, os valores deveriam vir ao de cima, e transmitidos aos milhões que estão a ver, e a sentir o jogo, veio a resposta. A provocação de um incêndio numa das banca­das do estádio, destruindo uma parte consi­derável desse património.



Alguém deve tentar explicar o que se ga­nhou, o que vou ter dificuldade em entender, mas compreendo perfeitamente o que se per­deu. Do jogo, do golo, do resultado, das joga­das, dos jogadores, do ambiente, do tema que as empresas estão interessadas que se fale, pouco ou nada. Apenas do incêndio e seus de­rivados. E relembro a frase do meu amigo, “as­sim, não vamos lá!”.






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Morgan Stanley NAILS The Fundamental Problem In Europe http://www.businessinsider.com/morgan-stanley-nails-the-fundamental-problem-in-europe-2011-12