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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Videographic: Which country has the biggest economy?

IN THIS week’s print edition we published a chart that looks at the world’s biggest economies over time. We timed it to coincide with the news that China, at least in purchasing-power parity terms, is now the world's biggest economy. People tend to find this historical stuff rather interesting, so below we have produced a similar chart that shows GDP per capita over the same time frame.
The results are quite different. Europe is much more dominant than it was in the original chart. The Netherlands, which does not feature at all in the original graph, does particularly well. Britain, which during the 1700s and 1800s developed a capital-intensive, trade-boosting navy, was a leader during these two centuries. By the 1950s, tiny but oil-rich states did nicely.



see full story @ Economist


segunda-feira, 10 de março de 2014

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cimpor, o fim de uma multinacional portuguesa

(Texto publicado a Exame, em Dezembro de 2012. Recebeu o Prémio de Jornalismo Económico Santander Totta/FCSH de 2013)

Cinco meses após a OPA da Camargo Corrêa, a Cimpor está uma empresa completamente diferente. Perdeu metade das fábricas, concentrou a atividade na América Latina e em África. Os quadros de topo estão a ser substituídos por altos responsáveis do novo acionista e o centro de decisão já está a caminho do Brasil. Quem compra, manda, e o racional económico acaba por se sobrepor às promessas. É a lógica das fusões e aquisições e será assim em futuras operações Foi a nona maior cimenteira do mundo e uma das mais bem internacionalizadas empresas portuguesas, por isso, ao longo dos últimos anos a Cimpor foi cobiçada pelos gigantes mundiais do sector. Comprada este ano pela brasileira Camargo Corrêa, a Cimpor está em profunda transformação.
As suas fábricas, espalhadas por 12 países, foram divididas entre a Camargo e a também brasileira Votorantim. As decisões estratégicas começam a ser tomadas no Brasil, embora o presidente da comissão executiva (CEO), Ricardo Lima, esteja em Lisboa, onde se mantém ainda a sede. A OPA foi elogiada e apoiada pelo governo e por António Borges. O sim da CGD foi fundamental para que a oferta vingasse.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Moçambique vai abrir novas áreas para exploração de petróleo e gás

Moçambique vai abrir novas áreas para exploração de petróleo e gás: "Temos muitos recursos minerais, mas se pudermos descobrir petróleo melhor ainda", salientou o PCA do INP, reiterando que as características geológicas da costa moçambicana fazem acreditar na ocorrência de hidrocarbonetos líquidos.

domingo, 10 de junho de 2012

The "American Dream" Is Now A Myth

The "American Dream" Is Now A Myth:
wealth and inequality
One of the most distressing aspects of the state of the US economy is the decrease in social mobility.
It is much, much harder now than it used to be for Americans to improve their circumstances.
In other words, if Americans are born poor, they're overwhelmingly likely to stay poor.
Similarly, if Americans are born rich, they have a much better chance of staying rich than someone born poor or middle class.
No one minds inequality as long as one's station in life is a function of one's own decisions and effort.
When inequality becomes the luck of the draw, however, if becomes much more profoundly unfair.
America's social mobility is now not only one of the lowest in the country's history--it's one of the lowest in the first world.
If that doesn't change, the fundamental promise of America for the past 250 years will disappear. The country will no longer be a place in which you can control your economic destiny. Rather, it will become the sort of society that so many of those who emigrated here sought to escape: A country in which your destiny is determined at birth.
Earlier this week, professor Joseph Stiglitz sat down with my Yahoo colleague Aaron Task to talk about this issue.
Here's the video and Aaron's writeup:
Income inequality has become the subject of much debate in this country, in large part because of the Occupy Wall Street movement.
In his latest book, The Price of Inequality, Columbia Professor and Nobel laureate Joseph Stiglitz examines the causes of income inequality and offers some remedies. In between, he reaches some startling conclusions, including that America is "no longer the land of opportunity" and "the 'American dream' is a myth."
While we all know stories of people who've moved up the social stratosphere, Stiglitz says the statistics tell a very different story. In the last 30 years the share of national income held by the top 1% of Americans has doubled; for to the top 0.1%, their share has tripled, he reports. Meanwhile, median incomes for American workers have stagnated.
Even more than income inequality, "America has the least equality of opportunity of any of the advanced industrial economies," Stiglitz says. In short, the status you're born into — whether rich or poor — is more likely to be the status of your adult life in America vs. any other advanced economy, including 'Old Europe'.
For example, just 8% of students at America's elite universities come from households in the bottom 50% of income, Stiglitz says, even as those universities are "needs blind" — meaning admission isn't predicated on your ability to pay.
"There's not much mobility up and down," he says. "The chances of someone from the top [income bracket] who doesn't do very well in school are better than someone from the bottom who does well in school."
Because the children of those at the top of society tend to do better than those at the bottom — thanks, in part, to better education, health care and nutrition — the income inequality that's slowly emerged over the past 30 years will only widen in the next 10 to 20 years.
If the root causes of income inequality go unaddressed, America will truly become a two-class society and look much more like a third world economy, Stiglitz warns. "People will live in gated communities with armed guards. It's a ugly picture. There will be political, social and economic turmoil." (Hence the book's subtitle: 'How Today's Divided Society Endangers Our Future')
The good news is Stiglitz believes this "nightmare we're slowly marching toward" can be avoided, citing Brazil's experience since the early 1990s as an example of a country that has reduced income inequality. Among other things, he recommends improving education and nutrition for those at the bottom of society, and eliminating "corporate welfare" and other policies which "create wealth but not economic growth."
For example, he cites the provision in Medicare Part D which forbids the federal government from negotiating prices with the drug companies. Over 10 years, that rule will generate approximately $500 billion for the industry, he estimates, but no tangible benefit for taxpayers or the economy as a whole.
Importantly, Stiglitz believes inequality of wealth and opportunity are hurting the overall economy, by limiting competition, promoting cronyism and keeping those at the bottom from reaching their potential.
"What I want is a more dynamic economy and a fairer society," he says, suggesting income inequality is ultimately detrimental to those at the top, too. "My point is we've created an economy that is not in accord with the principles of the free market."
Aaron Task is the host of The Daily Ticker. You can follow him on Twitter at @aarontask or email him at altask@yahoo.com
SEE ALSO: DEAR AMERICA: You Should Be Mad As Hell About This... [CHARTS]
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terça-feira, 27 de março de 2012

Responsabilidade social e as empresas do futuro

Responsabilidade social e as empresas do futuro:
responsabilidade socialA responsabilidade social das empresas assenta fundamentalmente numa “equação” com três aspectos fundamentais: a responsabilidade social empresarial, a cidadania empresarial e o voluntariado empresarial.
Texto de Ana Margarida Inácio, Marta Fonte e Tiago Gouveia, alunos do IPAN com o apoio do Mestre Joaquim Caetano
Fotografia de ©IngImage.com/AIC
O director executivo para o Pacto Global das Nações Unidas (ONU), Georg Kell, afirmou recentemente que «[Com a crise] o compromisso filantrópico da Humanidade diminuiu no que se refere a doações de dinheiro. Mas o compromisso estratégico de responsabilidade corporativa aumentou, porque é visto como parte da agenda de risco. Isso é visto como parte da questão de lidar com a incerteza».
Assistimos, assim, à procura de um novo modelo de negócio por parte das empresas, que se adapte ao actual contexto socioeconómico de grande instabilidade. Estamos perante um momento histórico que exige uma profunda reflexão sobre os valores que geraram a nossa civilização. A situação actual leva-nos a ter uma maior consciência e responsabilidade social, enquanto cidadãos e empresas. Mas, afinal, o que é responsabilidade social!? Trata-se da gestão empresarial que se rege pela ética e transparência das empresas com as suas partes interessadas, definindo objectivos empresariais em que o desenvolvimento sustentável da sociedade está integrado, não descurando a preservação dos recursos ambientais e culturais, respeitando assim as gerações futuras, contribuindo igualmente para a diminuição de assimetrias socioeconómicas.
Valores que assentam na solidariedade partilhada são a base de edificação do nosso carácter e de uma sociedade com maior equidade. Uma empresa tem como objectivo gerar valor e isso implica a legítima obtenção de lucro. Mas quem cria esse lucro? Sem dúvida que a resposta passa pelo capital humano, quer ao nível interno, quer ao nível externo. A responsabilidade social das empresas assenta fundamentalmente numa “equação” com três aspectos fundamentais: a responsabilidade social empresarial, a cidadania empresarial e o voluntariado empresarial.
A responsabilidade social empresarial diz respeito às necessidades dos colaboradores da empresa, que devem ser asseguradas, tais como a formação, a assistência na saúde, entre outros aspectos relevantes. A responsabilidade social começa “dentro” da empresa. Para além do seu ordenado, os colaboradores devem ter compensações não-monetárias, que são uma mais-valia na sua qualidade de vida, funcionando igualmente como uma motivação extra no seu desempenho profissional.
A cidadania empresarial, ou seja, a gestão das relações com as partes interessadas (colaboradores, clientes, sociedade e outros), baseada na ética, transparência e respeito, é fundamental para que uma empresa possa ambicionar criar valor num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Esta passa, por exemplo, pelo estabelecimento de um compromisso com a sociedade, contribuindo para a construção e desenvolvimento desta, e de forma sustentável.
A cultura de “Pensar Global, Agir Local”, iniciada em 1992 com a “Conferência do Rio”, é já uma realidade: a colocação de trabalhadores residentes na área de implementação da empresa, o aproveitar de recursos locais, são uma forma de gestão mais responsável e sustentável, reduzindo impactos, e criando simultaneamente valor na comunidade local, reduzindo assim a exclusão social, bem como as assimetrias socioeconómicas. Em algumas zonas do nosso país podemos comprovar o papel vital que as empresas locais têm para a sustentabilidade socioeconómica da região.
A empresa deve igualmente promover uma atitude socialmente responsável nos seus colaboradores, desenvolvendo acções de voluntariado empresarial, envolvendo-se com a sociedade. Já não basta falar que existe preocupação e vontade de mudança, “arregaçar as mangas” e ir para o terreno, colocando colaboradores ao serviço da sociedade, é uma mais-valia para todos. Os colaboradores que praticam voluntariado ficarão sem dúvida com uma “nova” visão do mundo e mais “sensíveis” às necessidades da sociedade. O número de horas disponibilizadas para o voluntariado no horário laboral varia consoante a empresa. Só se deve considerar socialmente responsável a empresa que integre na sua cultura empresarial os três pilares - responsabilidade social empresarial, cidadania empresarial e voluntariado empresarial, numa lógica de continuidade e melhoria contínua. E até mesmo as exigências do consumidor são cada vez maiores no que respeita à sustentabilidade, segundo um estudo apresentado no ano passado, pela Havas Media: “Quanto mais sustentável for uma marca, quanto maior valor tiver para as pessoas, sociedade e planeta, mais significado passará a ter para os consumidores.”
Em Portugal já existem algumas empresas que têm no seu ADN a responsabilidade social, em que esta é transversal a toda a organização, havendo um compromisso com a sociedade e com os cidadãos na construção de uma sociedade mais equilibrada social, ambiental e economicamente.
Por fim, sublinhamos o facto de actualmente assistirmos a uma mudança de paradigma no ciclo de vida humano, ou seja, a população idosa está em franco crescimento e a esperança média de vida em Portugal aproxima-se dos 80 anos de idade. Vivemos mais tempo e temos mais qualidade de vida. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Lisboa e o Instituto do Envelhecimento, coordenado pela Dr.ª Luísa Lima (ISCTE-IUL), em Portugal, ao contrário dos restantes países europeus, a discriminação por idades é mais frequente contra os idosos do que contra os jovens. Desta forma impõe-se às organizações o desafio de melhor aproveitar o potencial das pessoas mais velhas como contributo útil para a sociedade e a economia.
Temos uma vasta população de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, aptas a desenvolver algo que trará mais-valias à sociedade, mas não estamos preparados para lidar com isso. A Comissão Europeia nomeou 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações. Um novo público está a emergir rapidamente - os Seniores. De que modo as empresas em Portugal e na Europa vão lidar com este novo paradigma social!? Aguardam-se respostas e iniciativas em 2012.

quinta-feira, 22 de março de 2012

“O que pode o Marketing fazer por Portugal?”

“O que pode o Marketing fazer por Portugal?”:
appmEsta será a questão que servirá de mote à Semana Nacional de Marketing, que decorrerá de 16 a 20 de Abril pela mão da APPM - Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing. Pela primeira vez, e para chegar a um maior número de associados, a semana contará com um congresso em Lisboa e outro no Porto, com um novo formato e com um Roadshow de Marketing pelas universidades e escolas do País. No evento deste ano todos os associados da APPM terão acesso livre.
A estreia de “Leaders Night” é a grande novidade ao nível da programação. Este evento contará com os principais líderes do Marketing e da Gestão, num formato de debate e de partilha de ideias, e decorrerá no Porto, a 18 de Abril, no Auditório do ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, às 18h30. Será depois replicado em Lisboa, a 19 de Abril, no Auditório da Universidade Católica, a partir das 18h30.
Ainda no dia 19, no mesmo local da capital, será realizado o “Congresso Nacional de Marketing”, onde quatro painéis de oradores apresentarão os seus case studies na área da criatividade e inovação. Um dos painéis será apresentado por estudantes, que irão responder ao briefing “A marca Portugal, um outro olhar.”
Já durante o Roadshow de Marketing, vários directores da APPM farão intervenções em diferentes escolas e universidades, do Porto ao Algarve, passando por Tomar, Leiria, Setúbal e Portalegre.
Recorde-se que a presidência da APPM foi recentemente assumida por Rui Ventura , que substitui no cargo Carlos Manuel Oliveira.
Informações sobre o programa de eventos da Semana Nacional do Marketing podem ser consultadas tanto na página de Facebook da APPM como no site da associação. Aí, poderão ser acompanhadas as novidades de oradores confirmados, bem como proceder ao registo e inscrição para os eventos integrados na Semana Nacional do Marketing.

domingo, 11 de março de 2012

«As mulheres são sempre melhores clientes do que os homens»

«As mulheres são sempre melhores clientes do que os homens»:
qsp1O futuro está nas mulheres que são sempre melhores clientes que os homens. Esta foi uma das ideias chave que Hermawan Kartajaya, presidente da World Marketing Association, passou ontem a todos aqueles que assistiam às conferências do QSP Summit 2012, que se realizou na Exponor, no Porto. Segundo este profissional esta realidade reside no facto de as mulheres fazerem compras para si, para os seus filhos, maridos e casa, ao passo que os homens compram apenas para si próprios.
Entre os principais pontos apresentados por Hermawan Kartajaya destaque também para a importância da diferenciação das marcas. Segundo este profissional, as marcas apenas conseguem impor-se pela diferenciação pois caso esta não exista o preço será a sua única arma. Daí que defenda que o slogan da marca deva reflectir a verdadeira diferenciação da empresa. «Não adianta ter dezenas de vendedores na rua e dizer-lhes para vender. Se a marca tiver posicionamento, diferenciação e carácter, o produto vende-se», garantiu!
Gian Fulgoni, executive chairman e co-fundador da ComScore, destacou, por sua vez, na sua palestra que «partes do mundo que até há poucos anos não estavam ligadas à Internet, agora não só estão ligadas como com banda larga e através de dispositivos móveis», fazendo com que os EUA tenham deixado de ser o centro do mundo online. Segundo dados apresentados por Gian Fulgoni, se em 1996 os EUA representavam 66% da população da internet, em 2011 esse valor descera para os 13%. Ou seja, hoje a audiência da Internet a nível mundial está concentrada na região Ásia/Pacífico (41,3%), seguida da Europa (26,4%) e só depois a América do Norte (14,6%). Regiões emergentes fazem com que a América Latina represente já 9% e a região Middle East/Africa atinja já os 8,8%. Aliás, os mercados que mais cresceram no ano passado foram o Vietname, a Venezuela, a Indonésia e o México. Todos viram o crescimento da sua população online crescer mais de 20%.
Dentro do meio internet, as redes sociais estão a mudar o paradigma da comunicação. E isso mais não é que o acompanhar da explosão do social. De facto, segundo Gian Fulgoni, 82% da população mundial que está online usa as redes sociais, sendo 1 em cada 5 minutos do tempo passado online usado nas redes sociais. E o Facebbok destaca-se nas preferências sendo já o terceiro site no ranking de acessos a nível mundial e tendo uma penetração global de 55%.
Mas para quem tem dúvidas da importância desta rede aqui ficam mais dados divulgados pela ComScore: 3 em cada 4 minutos passados em redes sociais são usados no Facebook e por cada 7 minutos online, 1 é gasto na rede de Mark Zuckerberg. Mas, diz Gian Fulgoni, «as marcas não devem comunicar com os seus fãs na sua wall do Facebook porque depois de se tornarem fãs estes raramente voltam à pagina da marca. Devem antes comunicar directamente com os fãs porque ao tornarem-se fãs estão a dar permissão à marca para que o faça!»
Texto de Maria João Lima

EasyJet estuda investimento em FastJet de 500 milhões

EasyJet estuda investimento em FastJet de 500 milhões:
easyjetO fundador da EasyJet, Stelios Haji-Ioannou, deverá investir até 500 milhões de dólares (373 milhões de euros) numa companhia low cost a lançar em Accra, capital do Gana.
“Ainda em estudo, a nova companhia deverá ser um prolongamento do convénio anuncado em Dezembro de 2011″. Esta companhia é conhecida como FastJet”, noticia a low cost Portugal.
Está previsto o transporte de 5 milhões de passageiros anuais com uma frota de 10 a 15 aviões no médio prazo.
Se for bem sucedida, esta companhia pretende expandir-se por África, tornando-se a primeira companhia low cost do continente, escreve o Finantial Times. Mas sobre esta expansão Stelios Haji-Ioannou revelou-se cauteloso: “A companhia tem de aprender a andar antes de começar a correr”, disse ao mesmo jornal.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Maioria dos portugueses acredita no programa da Troika

Maioria dos portugueses acredita no programa da Troika:

eurosondagem-barometroDe acordo com o estudo feito pela Eurosondagem para o Instituto Europeu da Faculdade de Direito de Lisboa, a maioria dos portugueses acredita que o programa da Troika vai tirar Portugal da crise.



Segundo o mesmo estudo, a maioria dos portugueses defende limites constitucionais ao endividamento, mas preferia pronunciar-se num referendo sobre o assunto.



Outros dados de assinalar sobre o estudo são os seguintes:



- 66,8% dos inquiridos defendem a participação de Portugal no Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária;



- 15,7% estão contra a participação de Portugal no mecanismo, mas uma maioria de 53,3% defende que a participação portuguesa devia ser legitimada em referendo;



- 41,6% afirmaram que responderiam de forma positiva ao referendo, enquanto que 21,4% votaria contra sendo que a abstenção se situaria nos 18,9%;



- 47,4% concordam também com a inscrição de limites ao endividamento e ao défice na Constituição portuguesa enquanto 34,7% está contra e 17,9% ou não sabe ou não responde.



Segundo o Jornal de Negócios, este estudo de opinião foi feito a 9 e 10 de Fevereiro, através de 1021 entrevistas telefónicas a pessoas com mais de 18 anos, residentes em Portugal Continental e com lares com telefone fixo.









quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O que trouxe de novo a Cimeira Europeia?

O que trouxe de novo a Cimeira Europeia?:

cimeiraSaiba o que foi acordado na Cimeira Europeia que se realizou hoje, de acordo com o site Dinheiro Vivo:



1. O Tribunal Europeu de Justiça terá poderes para impor sanções a países que apresentem défices excessivos. Estas multas podem ir até 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB);



2. Os governos terão que manter os défices orçamentais num máximo de 0,5% e promoverem uma redução da dívida pública para um tecto de 60% do PIB;



3. Para promover o crescimento económico na Europa, foi decido alocar fundos europeus não utilizados, e que rondam os 82 mil milhões de euros, para programas de criação de empregos. Como é um dos oito países mais afectado pelo desemprego, Portugal será ajudado com parte dessa quantia.



4. O reforço da mobilidade laboral é outro dos pontos do programa de promoção do emprego, designadamente com novas regras para o reconhecimento de qualificações profissionais e o recurso ao Fundo Social Europeu para a criação de novos projectos de estágio e empreendedorismo.



A próxima Cimeira Europeia realiza-se a 1 de Março.






segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que País este!

Que País este!:

Ricardo FlorêncioNo dia 24 de Novembro vivemos uma nova greve geral. Até se compreende que estejamos todos tristes, desconsolados, revoltados. Mas contra quem? Contra este governo? Disparate, pura demagogia! Talvez contra os últimos 10 governos. Talvez contra nós próprios, que vi­mos o País a afundar e pouco, ou mesmo nada, fizemos. Mas interessará agora tentar encon­trar os culpados? Para quê?



Interessa, sim, olharmos em frente e des­cortinarmos soluções, alternativas, caminhos. Ora, uma greve geral não aponta para lado ne­nhum, e assim não servirá a ninguém. Ou me­lhor, serve, sim, mas para demonstrar à Europa e ao Mundo, que num momento em que todos devemos trabalhar mais e melhor, fazemos greve. E assim, como querem que a Europa e o Mundo nos vejam? Diversos jornalistas estran­geiros presentes em Portugal apressaram-se a transmitir para os órgãos de comunicação so­cial dos seus países, o que por aqui se passava. Que afinal os portugueses não estão assim tão preocupados com a crise, pois, em vez de es­tarem a trabalhar, num dia de trabalho normal, estavam nos centros comerciais.



Apenas estamos a dar sinais negativos. E como diz um amigo meu, perante o que se pas­sa, “assim, não vamos lá!”.



Escrevi no editorial da edição de Setem­bro deste ano, que o Futebol é um Espectá­culo. E que deveria ser expurgado tudo o que não fosse esse espectáculo, pois só assim as empresas, os patrocinadores, grandes ali­cerces e suporte desse espectáculo poderiam continuar a apolar o futebol, pois só assim as Marcas poderão endossar os seus valores. Ora, a resposta a este repto, a este alerta, foi-nos dada num dos momentos em que mais espec­tadores, clientes, estão a olhar para um ecrã de televisão. Num derby, num jogo entre duas das principais equipas portuguesas, em que o jogo, o futebol, a paixão, os valores deveriam vir ao de cima, e transmitidos aos milhões que estão a ver, e a sentir o jogo, veio a resposta. A provocação de um incêndio numa das banca­das do estádio, destruindo uma parte consi­derável desse património.



Alguém deve tentar explicar o que se ga­nhou, o que vou ter dificuldade em entender, mas compreendo perfeitamente o que se per­deu. Do jogo, do golo, do resultado, das joga­das, dos jogadores, do ambiente, do tema que as empresas estão interessadas que se fale, pouco ou nada. Apenas do incêndio e seus de­rivados. E relembro a frase do meu amigo, “as­sim, não vamos lá!”.






sábado, 26 de novembro de 2011

“Só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável”

“Só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável”:

A continuidade do aumento das exportações só é possível se houver uma capacidade instalada para as empresas poderem exportar, alertou hoje António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ao defender que a médio prazo só o incremento das exportações permitirá um futuro sustentável para a economia nacional. António Saraiva discursava na abertura da XIV Conferência da Cunha Vaz & Associados, subordinada ao tema “Portugal: Ameaça ou Oportunidade?”, a qual contou ainda com a presença de Wolfgang Münchau do Financial Times, Raphael Minder do Herald Tribune, e Raul Lores da Folha de São Paulo. Três jornalistas que trouxeram um olhar externo e mais distante sobre os pontos fracos e fortes de Portugal.



No encontro, o presidente da CIP aproveitou para voltar a chamar a atenção para o facto de algumas empresas estarem já a enfrentar «dificuldades de financiamento», o que ditará, em breve, o incumprimento de entrega de encomendas. E advogou o incremento de parcerias entre-empresas para melhor se afirmarem no exterior!



Na conferência, onde marcaram presença mais de uma centena de empresários e políticos, procurou-se analisar diferentes perspectivas de cada continente sobre o actual momento que Portugal enfrenta e as expectativas para o futuro. Wolfgang Munchau, do Financial Times, defendeu ser preciso «ter consciência do impacto do programa de austeridade e perceber quais os limites para a negociação», já que, conforme referiu, «o maior desafio passa por conseguir manter o equilíbrio entre crescimento e poupança».



Por sua vez, o correspondente para a Península Ibérica do International Herald Tribune, Raphael Minder, considerou que a maior parte das medidas agora introduzidas já deviam ter sido implementadas anteriormente, de forma a combater alguns «problemas estruturais» do País.

Raul Lores, editor de Economia e Negócios da Folha de S. Paulo, chamou a atenção para a importância de parcerias e constituição de alianças estratégicas enquanto alavanca de crescimento.



A XIV Conferência da Cunha Vaz & Associados foi encerrada por Carlos Moedas, Secretário de Estado adjunto do Primeiro-Ministro, que partilhou a visão do Governo sobre o programa de ajustamento acordado com a troika e os seus impactos em Portugal.






“Portugal não é grande. Nem é pequeno. É genial.”

“Portugal não é grande. Nem é pequeno. É genial.”:

logo-portugal-genial1Foi esta uma das premissas que deu origem à “Portugal Genial”, uma marca agregadora de produtos gourmet de origem nacional, que chega ao mercado na próxima semana, fruto de uma ideia de António Quina, fundador da empresa de experiências “a vida é bela”, de Carlos Coelho, presidente da Ivity, e de Eduardo Ferreira Gomes e Pedro Vasconcellos Silva, dois jovens empreendedores. A insígnia materializa-se em seis cabazes distintos - Cabaz do Olival, Cabaz da Vinha, Cabaz do Campo, Cabaz da Colmeia, Cabaz da Terra e Cabaz do Céu -, tendo o projecto reuniudo um conjunto de produtores portugueses, com o intuito de encontrar junto deles talento e dar-lhes “descaramento”, explica o presidente da Ivity. O arranque será marcado por propostas de vinhos e azeites, representativos das regiões do País, doces, geleias, compotas, vinagres, biscoitos, entre outros. Mas se, numa fase inicial, a oferta terá a gastronomia por protagonista, estão já a ser feitos contactos no sentido de alargá-la a produtos culturais, como música e livros, garantem os responsáveis pela marca.



“Produtos genialmente portugueses ” é a assinatura da “Portugal Genial” que “nasce da vontade de promover a produção nacional pelo mundo fora, não sem antes fazê-lo dentro de portas”, adianta a insígnia. E o projecto, salienta Carlos Coelho, não deixa de assumir um lado “sonhador”, ou não tivessem mesmo os seus produtos um “certificado de qualidade emocional”.



“Seria um desperdício ficarmos só por cá e prometemos que não o faremos. Mas é em casa que queremos começar”, reforça. De facto, ainda que numa primeira fase a marca seja comercializada em Portugal, tem definidos os objectivos de expansão internacional. Para o ano a “Portugal Genial” rumará aos mercados espanhol e brasileiro, estando na calha, também, EUA, Oriente e outros países da América do Sul.



“Portugal Genial”, criada em 2004 por Carlos Coelho, actua agora em parceria com “a vida é bela”. Nesse sentido, os cabazes da marca podem ser adquiridos em formato de voucher, numa lógica semelhante às experiências da insígnia de António Quina. Cada voucher permite uma selecção entre dois cabazes, e para adquiri-lo pode aceder-se ao site da marca, em www.portugalgenial.net, e escolher-se directamente um cabaz, ou então trocar-se um voucher previamente recebido. O cabaz pode ser depois levantado numa das cerca de 20 “Lojas Gourmet Geniais” que se associaram ao projecto e se encontram em vários distritos do País, ou enviado pelo correio.



Em termos de pontos de venda, e para além do site da marca e da referida rede de lojas parceiras, os cabazes podem também ser encontrados no quiosque da insígnia, presente no Centro Comercial Colombo.

O “Cabaz do Olival” e o “Cabaz da Vinha”, inseridos na categoria “Mercearia Autêntica”, assumem um custo de 19,90 euros. Já na categoria “Mercearia Fina”, o “Cabaz do Campo” e o “Cabaz da Colmeia” apresentam um preço de 26,90 euros, ao passo que na “Mercearia Sublime” o “Cabaz da Terra” e o “Cabaz do Céu” custam 49,90 euros cada.



O desenvolvimento da imagem da “Portugal Genial”, bem como a sua estratégia de marketing, ficaram nas mãos da Ivity. Centrando-se de momento na área alimentar, a marca abarcará em breve outros sectores, e o mesmo acontece com a produção. Actualmente os cabazes incluem produtos com rótulo do fornecedor, mas o objectivo é que estes venham a criar produtos exclusivos para a insígnia “Portugal Genial”.






quarta-feira, 16 de novembro de 2011

What Inflation Really Means To Your Household

What Inflation Really Means To Your Household:

The Fed justified the previous round of quantitative easing "to promote a stronger pace of economic recovery and to help ensure that inflation, over time, is at levels consistent with its mandate" (full text).


In effect, the Fed has been trying to increase inflation, operating at the macro level. But what does an increase in inflation mean at the micro level — specifically to your household?

Let's do some analysis of the Consumer Price Index, the best known measure of inflation. The Bureau of Labor Statistics (BLS) divides all expenditures into eight categories and assigns a relative size to each. The pie chart below illustrates the components of the Consumer Price Index for Urban Consumers, the CPI-U, which I'll refer to hereafter as the CPI.


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The slices are listed in the order used by the BLS in their tables, not the relative size. The first three follow the traditional order of urgency: food, shelter, and clothing. Transportation comes before Medical Care, and Recreation precedes the lumped category of Education and Communication. Other Goods and Services refers to a bizarre grab-bag of odd fellows, including tobacco, cosmetics, financial services, and funeral expenses. For a complete breakdown and relative weights of all the subcategories of the eight categories, see the link to table 1 near the bottom of the BLS's monthly Consumer Price Index Summary.

The chart below shows the cumulative percent change in price for each of the eight categories since 2000.

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Not surprisingly, Medical Care has been the fastest growing category. At the opposite end, Apparel has actually been deflating since 2000. The latest Apparel number is the first fractional nudge above zero in about nine years. Another unique feature of Apparel is the obvious seasonal volatility of the contour.

Transportation is the other category with high volatility — much more dramatic and irregular than the seasonality of Apparel. Transportation includes a wide range of subcategories. The volatility is largely driven by the Motor Fuel subcategory. For example, the spike in gasoline above $4-a-gallon in 2008 is readily apparent in the chart.

The Ominous Shadow Category of Energy

The BLS does not lump energy costs into an expenditure category, but it does include energy subcategories in Housing in addition to the fuel subcategory in Transportation. Also, energy costs are indirectly reflected in expenditure changes for goods and services across the CPI.

The BLS does track Energy as a separate aggregate index, which in recent years has been assigned a relative importance of 8.553 out of 100. In other words, Uncle Sam calculates inflation on the assumption that energy in one form or another constitutes about 8.55% of total expenditures, about half of which (4.53%) goes to transportation fuels — mostly gasoline. The next chart overlays the highly volatile Energy aggregate on top of the eight expenditure categories. We can immediately see the impact of energy costs on transportation.

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The next chart will come as no surprise to families footing the bill for college tuition. Here I've separately plotted the College Tuition and Fees subcategory of the Education and Communication expenditure category. Note that the steady staircase in this cost matches the annual cost increases in late summer for each academic year.

Core Inflation

Economists and policy makers (e.g., the Federal Reserve) pay close attention to Core Inflation, which is the overall inflation rate excluding Food and Energy. Now this is a somewhat peculiar metric in that one of the exclusions, Energy, is an aggregate that combines specific pieces of two consumption categories: 1) Transportation fuels and 2) Housing fuels, gas, and electricity. The other, Food, is the major part of the Food and Beverage category. I should explain that "beverage" for the BLS means alcoholic beverages. So coffee and Coca Colas are excluded from Core Inflation, but Budweiser and Jack Daniels aren't.

The next chart shows us the annualized rate of change (solid lines) and the cumulative change (dotted lines) in CPI and Core CPI since 2000.

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Consumers, especially those who've managed expenses over several years, are most closely attuned to the top line.

Inflation and Your Household

The universal response is to moan over price increases and take delight when prices are cheaper. But in reality, households vary dramatically in the impact that inflation has upon them. When gasoline prices skyrocket, a two-earner suburban family with long car commutes suffers far more than the metro family with short subway commutes. And the pain is even more extreme for low income households whose grocery money shrinks with gas prices rise. And remember, Uncle Sam excludes energy costs from Core Inflation.

Households with high medical costs are significantly more vulnerable than comparable households with low expenses in this category.

The BLS weights College Tuition and Fees at 1.493% of the total expenditures. But for households with college-bound children, the relentless growth of tuition and fees can cripple budgets. Often those costs get bundled into loans that saddle degree recipients with exorbitant debt burdens. Consider the following numbers from the CollegeBoard.com website:

Public four-year colleges charge, on average, $8,244 per year in tuition and fees for in-state students. The average surcharge for full-time out-of-state students at these institutions is $12,526.

Private nonprofit four-year colleges charge, on average, $28,500 per year in tuition and fees.
Of course, Mr. Bernanke would point out that, with a healthy dose of Core Inflation (extended of course to wages), those debt-burdened college grads will pay down the loans with inflated dollars.

Which brings us back to the Fed's efforts to manage the level of Core Inflation. At the macro level, Mr. Bernanke and his Federal Reserve team can doubtless make a theoretical argument for playing puppet master with inflation. But will their efforts — ZIRP and Quantitative Easing — achieve the desired goal?

The one thing we can be certain about is this: An increase in inflation will have a painful effect on lower income households, those on fixed incomes, those with higher ratios of transportation costs, and any household whose discretionary spending is more dream than reality.


The post original appeared on Advisor Perspectives.


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